quinta-feira, 25 de outubro de 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Anulação

As aparências reclamam
          - uns almejam
          outros tramam -
     mas o fluxo na engrenagem
segue o rumo dos que mamam
     (na impureza dos laxantes
     a certeza que há no logro)

A plateia está domada
          outra vez
     a malandragem
aparece pra dizer
que é inútil ser
     você
e decide o voto
          a quem
          você nem sabe
     o que trama

E toda a trama se estende
anuncia o anunciado
e te pede uma vez
          mais
     (sem querer?)
cumplicidade
e te abate
          na rasteira
          na trapaça
          na ameaça

Até que você descobre
que tanto faz como fez
que o que vale é
     sem valor
que o seu mundo está distante
     o adversário é maior
     e você vai desarmado
          (ou desalmado?
          ou descalço?)
que esta via não te serve
e que a vigência é caduca

Mas o fluxo não dá trégua
     (consumado, consumido?)
e o sonho retorna
          urgente
enquanto você respira
     e se fosse diferente?
     e se não fosse obrigado?
     a propaganda abolida?
     e se não fosse comprado?
     e se a escolha fosse feita
          sabendo
     de quem se trata?
     as ideias que defende?
     os compromissos que banca?
     a verdade que sustenta?
     onde pode ser achado?
          (perguntado e demitido)
     e se tem palavra firme?

Uma ideia então convoca
     (anular a regra-logro
     e ocupar o que te cabe)
à construção do futuro

quinta-feira, 28 de junho de 2018

segunda-feira, 4 de junho de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

domingo, 8 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

Papagaios!

Um papagaio pintado de branco
não se transforma numa garça.
Nem mesmo em pombo da paz.
Será sempre um papagaio
branco
enquanto a tinta durar
branco
enquanto houver me enganar
branco.
Muito branco.

domingo, 25 de março de 2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Chega na manhã

Chega na manhã.
O jeito do olhar assim,
desacostumado.

Então, contempla a cidade
orvalhada nas querências.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

domingo, 17 de dezembro de 2017

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

História

Talvez não seja
o que vale mais.
Ao menos isso
há de me valer.

Talvez não tenha
uma só razão.
Porque haveria
outra dedução.

Talvez você
saiba o que fazer.
Eu não me mexo
a sair daqui.

Talvez a gente
ainda se encontre.
Onde a palavra
arrisque a distância.

Ou vá que acabe
sem ter início.
E faça história
sem mais talvez.