Mãos limpas?
O que não se vê,
se sente!
segunda-feira, 25 de março de 2019
quinta-feira, 14 de março de 2019
domingo, 10 de março de 2019
Ânus e reformas
O que cada um faz com seu ânus
não é problema meu. Aprendi com meu pai que ânus é que nem
radinho de pilha, cada um tem o seu e põe na estação que gosta. E,
se o tempo do radinho de pilha passou, o ensinamento ficou. Por isso,
cada um que cuide do seu substituto do radinho (o celular, claro!),
tá ok?
Mas tem uma coisa que acho que é
meu problema sim, pois é problema de todo mundo. Estou falando do
que fizeram (mais uma vez!) com o nosso dinheiro. Lembra daquele rico
dinheirinho público que foi utilizado para o chamado fundo
eleitoral? Pois então, já está mais do que evidenciado que nosso
dinheirinho foi surrupiado num esquemão de laranjas.
Isto sim me interessa!
Numa roda de amigos, este assunto
veio à baila. Houve quem concluísse: enfiaram nosso dinheiro no
ânus! A conclusão parecia ser unânime, até que o Juca, que está
sempre na moita, resolveu falar e nos mostrou que estávamos errados,
pois o dinheiro foi enfiado mesmo é nos bolsos (cuecas e meias
também valem). O que foi enfiado nos ânus de alguns (ou muitos)
políticos foi a dignidade eleitoral (claro, de quem ainda a tinha).
Mas há quem prefira cuidar do
ânus alheio em vez de se preocupar com o que foi feito com o nosso
dinheiro. E, embora esta posição possa indicar alguma relação
entre a dignidade e a ocupação dada ao próprio ânus, não é este
aspecto que me interessa, mas, sim, a evidente rede de cumplicidade
entre os envolvidos no esquemão laranja, de vários partidos.
E é por isso que a principal
reforma, a mais urgente de todas, precisa voltar a ser reclamada: a
reforma política!
Uma reforma que ponha fim no
círculo vicioso do atual sistema eleitoral que favorece a eleição
e reeleição de uma grande maioria de corruptos, esses que há muito
judiam dos nossos ânus (sim, com o meu eu me preocupo).
Pois a reforma que está
merecendo todas as manchetes, além de mirar os mesmos ânus já
arrombados pelo esquemão laranja e tantos outros, irá, na verdade,
aumentar o caixa a ser esvaziado por essa já conhecida gula corrupta
por dinheiro alheio.
Então, sem reforma política de
verdade, os ânus que continuarão a ser estuprados não são outros
não.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
domingo, 6 de janeiro de 2019
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Anulação
As aparências reclamam
- uns almejam
outros tramam -
mas o fluxo na engrenagem
segue o rumo dos que mamam
(na impureza dos laxantes
a certeza que há no logro)
A plateia está domada
outra vez
a malandragem
aparece pra dizer
que é inútil ser
você
e decide o voto
a quem
você nem sabe
o que trama
E toda a trama se estende
anuncia o anunciado
e te pede uma vez
mais
(sem querer?)
cumplicidade
e te abate
na rasteira
na trapaça
na ameaça
Até que você descobre
que tanto faz como fez
que o que vale é
sem valor
que o seu mundo está distante
o adversário é maior
e você vai desarmado
(ou desalmado?
ou descalço?)
que esta via não te serve
e que a vigência é caduca
Mas o fluxo não dá trégua
(consumado, consumido?)
e o sonho retorna
urgente
enquanto você respira
e se fosse diferente?
e se não fosse obrigado?
a propaganda abolida?
e se não fosse comprado?
e se a escolha fosse feita
sabendo
de quem se trata?
as ideias que defende?
os compromissos que banca?
a verdade que sustenta?
onde pode ser achado?
(perguntado e demitido)
e se tem palavra firme?
Uma ideia então convoca
(anular a regra-logro
e ocupar o que te cabe)
à construção do futuro
- uns almejam
outros tramam -
mas o fluxo na engrenagem
segue o rumo dos que mamam
(na impureza dos laxantes
a certeza que há no logro)
A plateia está domada
outra vez
a malandragem
aparece pra dizer
que é inútil ser
você
e decide o voto
a quem
você nem sabe
o que trama
E toda a trama se estende
anuncia o anunciado
e te pede uma vez
mais
(sem querer?)
cumplicidade
e te abate
na rasteira
na trapaça
na ameaça
Até que você descobre
que tanto faz como fez
que o que vale é
sem valor
que o seu mundo está distante
o adversário é maior
e você vai desarmado
(ou desalmado?
ou descalço?)
que esta via não te serve
e que a vigência é caduca
Mas o fluxo não dá trégua
(consumado, consumido?)
e o sonho retorna
urgente
enquanto você respira
e se fosse diferente?
e se não fosse obrigado?
a propaganda abolida?
e se não fosse comprado?
e se a escolha fosse feita
sabendo
de quem se trata?
as ideias que defende?
os compromissos que banca?
a verdade que sustenta?
onde pode ser achado?
(perguntado e demitido)
e se tem palavra firme?
Uma ideia então convoca
(anular a regra-logro
e ocupar o que te cabe)
à construção do futuro
sábado, 4 de agosto de 2018
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