quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

trova 84

Sentimento não se explica,
é coisa que, vez em quando,
pega a gente, bate e fica
no peito, inquieto, atiçando...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Insônia

No sonho, a noite fugaz...
De repente, a madrugada,
o canto de um Sabiá,
a chuva, lá na calçada,
um pedaço de vontade
e a lágrima controlada...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Depois de tudo

Depois do verso, o reverso.
Depois do amor, essa dor.
Depois do imerso, o disperso.
Mas tenho a flor de compor!

E do reverso, outro verso.
E dessa dor, meu amor.
Disperso o resto onde imerso
usei compor desta flor.

Reviravoltas em série
hão de cumprir o destino;
hão de espalhar desatino,
em pleno sol de intempérie.

E só depois disso tudo
hei de saber se me iludo.

domingo, 24 de agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O que não se desfaz


Acabo de assistir ao clipe “Longe”, com o Arnaldo Antunes. Ele fala do longe dele e eu estou aqui com os meus longes. Um longe demais me dói. Me dói demais!

Fiquei pensando nas coisas que a gente não tem chance de desfazer. E descobri que são todas. Que todas as coisas feitas não poderão ser desfeitas. Dá até pra fazer diferente da próxima vez, mas não dá pra desfazer nada do que foi feito.

E como eu queria desfazer algumas coisas. Mas não posso. Não adianta ficar nisso. Quer saber? Já nem me lembro das coisas que queria desfazer. E na verdade acho que jamais quis desfazer algo.

Eu não vou viver pra sempre, mas o que eu fiz vai.

E a merda feita será pra sempre, assim como a bola dentro. E é disso que se trata: bolas dentro e bolas fora.

O Arnaldo Antunes se pergunta aonde foi parar. Depois pergunta onde está você. Diz que não pega celular, não passa carro, não tem notícias, e-mails, cartas. Que não tem porta ou janela pro tempo passar...

As minhas perguntas são outras. E embora eu também tenha cinco sentidos em mim, é um sexto que predomina e me domina: a saudade! Porque fiquei tão longe, longe, longe... Nisso sou como o clipe.

E as minhas afirmações também são outras. Acho. Tenho pertos também. Um pouco mais e um pouco menos. Tenho uns celulares, vejo uns carros, umas notícias, e-mails. Tenho portas e janelas, e o tempo passa. Passa de um jeito que não se desfaz.