Quem se acerca do poder?
Muitos são oportunistas
do poder pelo poder,
os mandões, os vigaristas.
Os que se julgam ser mais,
muito mais que qualquer um,
vão querer roubar a cena
e depois roubar algum.
Vão dizer a si: eu posso!
E aos cupinchas vão dizer:
isso aqui é tudo nosso!
E vão se rir a valer.
Vão chafurdar no dinheiro,
vão tentar comprar "Justiça",
vão bancar os justiceiros,
vão em festas com "suíças"...
Vão mandar e desmandar
sem vergonha e sem pudor,
promover muita lambança,
muito escândalo e terror.
E vão posar de santinhos,
em postura de oração,
vão mentir a todo mundo,
sempre em grande encenação.
Fantasiados de santos,
vão fingir a santidade
e deixar o povo aos prantos
com tantas atrocidades!
E a você que os apoiou
vão de novo ameaçar:
vote em mim porque se não
o outro lado vai ganhar.
Mas não vão saber dizer
o que fazem por alguém,
pois só fazem por si mesmos,
seus comparsas, mais ninguém.
Esta coisa é indecente!
E é tão fácil perceber
a importância tão patente
da outra face do poder.
De acercar-se de uma ideia,
um propósito em comum,
melhorar o coletivo
e ninguém sofrer jejum.
É assim que uns vão querer
promover o bom poder
dos direitos sociais,
da igualdade e muito mais!
Eliminar toda a fome,
atender aos excluídos,
sem se ater ao sobrenome
ou à origem dos sofridos.
Bem cuidar da educação,
dos direitos trabalhistas,
da cultura e - por que não? -
apoiar outras conquistas!
Maioria ou minoria,
todos têm os seus direitos:
o transporte, a moradia...
O poder tem que dar jeito!
Combater a violência,
dar liberdade de credo,
desenvolver a ciência,
dar impulso à economia.
O poder tem que servir
a quem tem necessidade,
a quem sofre as consequências
da brutal desigualdade,
a quem não pode pagar
por segurança privada,
por serviços de saúde,
pela escola e quase nada...
E enfrentar todo desvio
com toda investigação,
impedir o compadrio,
o conluio, a proteção.
Esta face do poder
convoca a democracia
e respeita as diferenças
e nossa cidadania.
Ela sofre preconceitos
hediondos e arraigados
que precisam ser quebrados.
Que tal se dar ao direito?
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