domingo, 27 de setembro de 2026

Poder

Quem se acerca do poder?
Muitos são oportunistas
do poder pelo poder,
os mandões, os vigaristas.

Os que se julgam ser mais,
muito mais que qualquer um,
vão querer roubar a cena
e depois roubar algum.

Vão dizer a si: eu posso!
E aos cupinchas vão dizer:
isso aqui é tudo nosso!
E vão se rir a valer.

Vão chafurdar no dinheiro,
vão tentar comprar "Justiça",
vão bancar os justiceiros,
vão em festas com "suíças"...

Vão mandar e desmandar
sem vergonha e sem pudor,
promover muita lambança,
muito escândalo e terror.

E vão posar de santinhos,
em postura de oração,
vão mentir a todo mundo,
sempre em grande encenação.

Fantasiados de santos,
vão fingir a santidade
e deixar o povo aos prantos
com tantas atrocidades!

E a você que os apoiou
vão de novo ameaçar:
vote em mim porque se não
o outro lado vai ganhar.

Mas não vão saber dizer
o que fazem por alguém,
pois só fazem por si mesmos,
seus comparsas, mais ninguém.

Esta coisa é indecente!
E é tão fácil perceber
a importância tão patente
da outra face do poder.

De acercar-se de uma ideia,
um propósito em comum,
melhorar o coletivo
e ninguém sofrer jejum.

É assim que uns vão querer
promover o bom poder
dos direitos sociais,
da igualdade e muito mais!

Eliminar toda a fome,
atender aos excluídos,
sem se ater ao sobrenome
ou à origem dos sofridos.

Bem cuidar da educação,
dos direitos trabalhistas,
da cultura e - por que não? -
apoiar outras conquistas!

Maioria ou minoria,
todos têm os seus direitos:
o transporte, a moradia...
O poder tem que dar jeito!

Combater a violência,
dar liberdade de credo,
desenvolver a ciência,
dar impulso à economia.

O poder tem que servir
a quem tem necessidade,
a quem sofre as consequências
da brutal desigualdade,

a quem não pode pagar
por segurança privada,
por serviços de saúde,
pela escola e quase nada...

E enfrentar todo desvio
com toda investigação,
impedir o compadrio,
o conluio, a proteção.

Esta face do poder
convoca a democracia
e respeita as diferenças
e nossa cidadania.

Ela sofre preconceitos
hediondos e arraigados
que precisam ser quebrados.
Que tal se dar ao direito?

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